
Servidores estiveram em frente ao Paço Municipal na noite dessa segunda-feira. Alguns estiveram dentro da Câmara
Servidores municipais da Educação pretendem paralisar meio período na quinta-feira. Centenas protestaram contra baixo reajuste salarial e OS nas escolas de Rio Claro
Parte dos servidores municipais da Secretaria Municipal de Educação deve paralisar as atividades nas escolas de Rio Claro durante meio período na manhã de quinta-feira (27) em meio a uma onda de protestos contra o baixo reajuste salarial proposto pelo prefeito Gustavo Perissinotto (PSD), também, contra o projeto de lei que pretende implantar terceirização através de OS (Organizações Sociais) em vários setores públicos, como na Saúde e na própria Educação.
Centenas de funcionários da categoria estiveram nessa segunda-feira (24) em frente ao local onde seria realizada a assembleia do Sindmuni (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Rio Claro) com os associados, mas que foi suspensa já que a Prefeitura não apresentou contraproposta. Na sexta (21), o índice de 4,56% foi rejeitado e o sindicato pede 8% de aumento salarial para o funcionalismo público.
Em seguida, os servidores foram para o Paço Municipal. Alguns chegaram a acompanhar presencialmente a sessão na Câmara, mas a maioria ficou de fora. A alegação da Guarda Civil Municipal foi de que houve controle de acesso por questões de segurança. Ainda assim, os funcionários continuaram protestando em frente ao prédio. Por lá, eles definiram que irão paralisar na manhã de quinta-feira (27) e anunciaram novo protesto no Paço para as 9h da manhã.
Já no plenário, os servidores levantaram protesto pedindo apoio dos vereadores pela valorização da categoria no que diz respeito ao aumento salarial que já está atrasado em quase dois meses, já que a data-base é 1º de fevereiro. Também se manifestaram contra o projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo que pretende implantar terceirizações através de OS (organizações sociais) em vários setores públicos, sobretudo na Saúde, mas também na Educação, Esporte, Cultura, entre outros.
Os vereadores Rodrigo Guedes (União Brasil) e Val Demarchi (PL) se manifestaram contra a proposta de lei. Rodrigo disse que a ideia é dar um “cheque em branco” para entidades desconhecidas. Val lembrou que o Conselho Municipal de Saúde é um órgão deliberativo e se colocou contra o projeto e isso deveria ser respeitado. Serginho Carnevale (PSD), líder do Governo Gustavo, pediu apoio ao projeto destacando casos de sucesso com OS’s em outras cidades, mas foi vaiado.
Ao final, o projeto foi aprovado em primeiro turno e segue para nova discussão na próxima sessão. Foram contra: Moisés Marques (PL), Rafael Andreeta (Republicanos), Rodrigo Guedes (União Brasil), Tiemi Nevoeiro (Republicanos) e Val Demarchi (PL). Os demais votaram a favor.