Fatores como o reajuste nos salários de prefeito, vice e vereadores e a adesão de integrantes do Sindimuni ao governo de Gustavo causam descontentamento
A campanha salarial dos servidores municipais neste ano é marcada pelo crescimento da ala dissidente, grupo de trabalhadores com várias críticas ao governo municipal e também ao sindicato da categoria, o Sindmuni. Traduzindo, os protestos vistos nos últimos dias foram causados pela própria administração municipal, que depois encerrou negociações alegando que o motivo seria o movimento paralelo da categoria.
A “adesão” de históricos integrantes do Sindmuni, tanto para ocupar cargos em comissão como também no apoio ao prefeito Gustavo Perissinotto é uma questão que está “entalada” na garganta de parte do funcionalismo desde o início do primeiro mandato. O clima de “namoro”, na avaliação dos dissidentes, estaria inviabilizando o movimento de reivindicação por índices maiores que os 4,56% oferecidos pelo governo municipal e aprovados pela Câmara de Vereadores.
Uma outra questão que fomenta o movimento paralelo é a diferença entre os índices aplicados ao funcionalismo e os utilizados para reajustar os vencimentos de prefeito, vice secretários municipais e vereadores. Disparidade acompanhada pelo argumento de falta de recursos públicos. Anteriormente foram aprovados os reajustes no salários dos vereadores (de R$ 8,2 mil para R$ 16,5 mil, num índice de mais de 100%); no do prefeito, que passou de R$ 19,2 mil para R$ 24 mil (índice de 25%); da vice-prefeita, de R$ 13,4 mil para R$ 20,5 mil (quase 52%) e dos secretários municipais (com salário passando de R$ 9,7 mil para R$ 18 mil , num índice de 85,3%). Os novos valores vigoram de 2025 a 2028.

“A área da Mãe Preta é de grande necessidade de ação, lá nós temos muitas nascentes que abastecem os córregos, que por sua vez abastecem o Ribeirão Claro. É uma questão de preservação dos recursos hídricos, não adianta só querer criar represas, temos que proteger os mananciais”, disse Alexandre Perinotto, docente e pesquisador da Unesp a respeito dos projetos desenvolvidos pelo Geoparque e já deixando seu “recado” sobre a política de recursos hídricos.

Déjà vu – Em entrevista à rádio Jovem Pan News, o médico, professor e ex-secretário de Saúde de Rio Claro, José Luiz Riani Costa, falou sobre o projeto do prefeito Gustavo, aprovado na semana que passou na Câmara, que libera a ação das Organizações Sociais-OSs dentro de várias áreas do serviço público, incluindo a Saúde. “Eu vivi esse dilema quando era secretário e representava as secretarias municipais no Conselho Estadual da Saúde, e foi naquela época que a secretaria estadual começou essa terceirização, essa parceria com as OSs. Eu e o conselho de secretários municipais fomos contrários, porque defendemos que a saúde é um dever do estado, que deve realizar diretamente a prestação desses serviços (…) Passar isso para uma OS, qual vai ser o critério de seleção dos profissionais, como vai ser ser a questão econômica? porque vai visar a questão do lucro”.

De olho em 2026, começam as movimentação de filiados e partidos
Começou o movimento de migração de integrantes do Solidariedade. Diante do posicionamento do comandante nacional, Paulinho da Força, com criticas ao governo Lula e direcionamento mais “à direita”, alguns integrantes deixam a sigla, como no caso de Serginho Leite, diretor do Sindicato dos Químicos de Rio Claro, que por enquanto afirma que ficará em sem partido. Nos bastidores, porém, já acontecem as tratativas com o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Para onde também pode migrar o presidente do diretório do Solidariedade de Rio Claro, Francisco Quintino. Falando em PSB, o núcleo de Rio Claro retomou os trabalhos neste sábado, com a eleição do diretório, que passa a ter Antonio Carlos Sarti como presidente. .A movimentação local acompanha também as articulações nacionais já visando 2026. No caso do PSB, há diálogo para tentativas de fusão com PDT, Rede, PV e Cidadania. Já o PSDB avança no diálogo com o Republicanos.
