Lucas Calore
A população rural voltou a sofrer com a criminalidade. Na noite de quarta-feira (7), quadrilhas assaltaram dois sítios distintos, um no Distrito de Ferraz e outro na Rodovia Wilson Finardi (SP-191), que liga o município à cidade de Araras.
Ricardo José Schmidt, presidente do Sindicato Rural de Rio Claro, lembra que a questão da insegurança nas áreas rurais é um problema antigo.
“Estamos abandonados. Todos deixam de lado os produtores rurais e os moradores, pois é ‘pouca gente’. A Polícia Militar não dá conta de fazer todas as rondas preventivas, pois a extensão de área existente é grande. Culpa do Estado, que abandona a segurança pública”, explica.
As vítimas de ações criminosas calculam altos valores em prejuízos com as ocorrências registradas nas propriedades. “Roubo num sítio tem pelo menos R$ 20 mil, R$ 50 mil ou mais de prejuízo. Não tem para quem apelar, nossos pedidos de mais contingente são levados como problemas menores. É um caos a política que estamos vivendo hoje”, desabafa Schmidt.
Policiamento
À reportagem do JC, o capitão Barreto, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar do município, esclarece que a Ronda Rural executa ações especialmente nos distritos de Ajapi, Ferraz, Assistência e Batovi e redondezas.
Sobre aumentar o policiamento nessas regiões, o capitão confirma que há essa necessidade, porém não é possível. “Realmente seria interessante aumentar, entretanto não há possibilidade no momento em virtude da demanda na área urbana ser incomparavelmente maior”, explica. No entanto, a autoridade reforça que ações pontuais da PM são realizadas para tentar prevenir a prática de crimes na área rural e para oferecer uma maior sensação de segurança.
Crimes
Na quarta (8), no Distrito de Ferraz, criminosos levaram mais de 10 cabeças de gado e carneiros dentro de caminhão e caminhonete também roubados. Em outro sítio na Rodovia Wilson Finardi (RC-Araras), várias armas e munição foram levadas pelos assaltantes, além de eletrônicos e veículos. O proprietário seria um atirador esportivo.